.Escrever sobre o ano de 2007 é, de certo modo, algo que provavelmente vá fazer com que eu durma chateado esta noite. Chateado por uma série de pequenos acontecimentos que, somados, fizeram com que em vários momentos ao longo de 2007 eu sentisse vontade de desistir de tudo aquilo em que há dois anos busco para o meu futuro. Vontade de deixar de lado minhas ambições, minhas vontades e sonhos e por um ponto final na aventura do menino que saiu do interior do Paraná, fez uma escala de um ano em São Paulo e, finalmente, estacionou em Curitiba, onde tentou buscar aquilo que almejava.
E é exatamente por isto que sou grato aos meus pais e, principalmente, aos meus amigos. Meus “irmãos” de pensionato que me ergueram e incentivaram nos momentos mais difíceis, fosse com palavras de incentivo ou com suas próprias experiências de vida. E também aos meus amigos “da antiga” que, mesmo longe, faziam questão de saber como eu andava e de me ligar eventualmente pra conversar e matar a saudade. Pessoas que, independentemente de me conhecerem há dez anos ou há um mês, foram de grande importância. Obrigado parceiros.
O ano começou com um belo de um balde de água fria logo em janeiro, quando saíram os resultados dos vestibulares do ano passado. Saber que o cursinho me esperava fez com que eu sentisse remorso de não ter dado o meu máximo em 2006. O peso na consciência de jogar fora um ano de investimentos por parte dos meus pais me ajudou a amadurecer e a perceber que o mínimo que eu teria que fazer neste ano, era dedicar-me integralmente e com tudo aos estudos.
Depois, no dia três de março, aconteceu algo que não marcou só meu ano e, sim, minha vida daqui para frente. Perdi um dos entes mais queridos que eu tive até hoje. Alguém que, além de ter minha admiração, representava um porto seguro em minha vida. Confidente, parceira, amiga... Alguém que detinha um imenso carinho de minha parte.
Naquele sábado, ao perceber o que tinha acontecido, chorei o choro mais sincero de toda a minha vida. Não tenho dúvida disso. Chorei por tristeza e, principalmente, por não entender como a vida pode ser tão injusta às vezes. Decidir assim, sem mais nem menos, o futuro de alguém. Retirar deste mundo, uma pessoa alegre, sorridente, feliz, bem-intencionada, que não fazia mal a ninguém. Uma garota tão cheia de... VIDA! Não... Não consigo entender até agora... Durante o restante do ano, este acontecimento trouxe horas de insônia, surtos de tristeza e muitos, mas muitos momentos de reflexão. Olhar para o céu, em busca de alguma estrela ou então da Lua, tornou-se rotina antes de dormir. Busquei na noite e nas constelações lembranças dos momentos, eternizados em minha memória, em que passamos juntos. A cada boa recordação, um sorriso. Afinal, estar em sua companhia, e com a Mi, era garantia de alegria e descontração.
Voltando à retrospectiva. Outras pessoas próximas se foram ao longo de ano, comprovando assim o que diz meu pai: “O que basta é estar vivo e com saúde, o resto, a gente vai levando.”. A cada perda, um aprendizado (o maior deles, obviamente, em março). Comecei a dar um valor maior ao “agora”, em detrimento do “amanhã”. Aproveitar a família e os amigos com maior afinco. Afinal, não sabemos o que nos espera amanhã.
Já de março até dezembro, prefiro resumir meu ano a uma palavra: Cursinho. Segunda casa? Moradia? Lugar ideal? Não sei. Só sei que foi na sala de estudos do cursinho que eu passei uma boa parte dos meus dias nesse ano. Em alguns momentos não estudei, confesso, mas tenho convicção de que fiz quase tudo que eu podia para passar no vestibular. Uma rotina de “pensionato-cursinho, cursinho-pensionato” levada a sério e com empenho, atrás daquilo que pretendo para meus próximos anos.
Falar que não houve momentos de alegrias neste ano seria mentira. As amizades que fiz trouxeram consigo inúmeras situações inusitadas e, principalmente, divertidas. Fosse zoando a porta de alguém e deixando os tradicionais “enigmas” ou relaxando com a “piazada” no vídeo game, boas risadas com a galera do pensionato não faltaram. Afinal, éramos irmãos de convivência. E tenho certeza que dentre eles sairão médicos, advogados e engenheiros competentes, além de grandes cidadãos. Orgulho-me disso. Afinal, a dedicação deles era exemplo pra mim.
2007 foi um ano de muita dedicação, um ano de alegrias e, principalmente, um ano de saudade.
Então, relevando todos os acontecimentos marcantes de 2007, torço para que o novo ano que se inicia traga saúde e paz para todos meus amigos e familiares. E, por favor, um pouco mais de sorte para mim...
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E é exatamente por isto que sou grato aos meus pais e, principalmente, aos meus amigos. Meus “irmãos” de pensionato que me ergueram e incentivaram nos momentos mais difíceis, fosse com palavras de incentivo ou com suas próprias experiências de vida. E também aos meus amigos “da antiga” que, mesmo longe, faziam questão de saber como eu andava e de me ligar eventualmente pra conversar e matar a saudade. Pessoas que, independentemente de me conhecerem há dez anos ou há um mês, foram de grande importância. Obrigado parceiros.
O ano começou com um belo de um balde de água fria logo em janeiro, quando saíram os resultados dos vestibulares do ano passado. Saber que o cursinho me esperava fez com que eu sentisse remorso de não ter dado o meu máximo em 2006. O peso na consciência de jogar fora um ano de investimentos por parte dos meus pais me ajudou a amadurecer e a perceber que o mínimo que eu teria que fazer neste ano, era dedicar-me integralmente e com tudo aos estudos.
Depois, no dia três de março, aconteceu algo que não marcou só meu ano e, sim, minha vida daqui para frente. Perdi um dos entes mais queridos que eu tive até hoje. Alguém que, além de ter minha admiração, representava um porto seguro em minha vida. Confidente, parceira, amiga... Alguém que detinha um imenso carinho de minha parte.
Naquele sábado, ao perceber o que tinha acontecido, chorei o choro mais sincero de toda a minha vida. Não tenho dúvida disso. Chorei por tristeza e, principalmente, por não entender como a vida pode ser tão injusta às vezes. Decidir assim, sem mais nem menos, o futuro de alguém. Retirar deste mundo, uma pessoa alegre, sorridente, feliz, bem-intencionada, que não fazia mal a ninguém. Uma garota tão cheia de... VIDA! Não... Não consigo entender até agora... Durante o restante do ano, este acontecimento trouxe horas de insônia, surtos de tristeza e muitos, mas muitos momentos de reflexão. Olhar para o céu, em busca de alguma estrela ou então da Lua, tornou-se rotina antes de dormir. Busquei na noite e nas constelações lembranças dos momentos, eternizados em minha memória, em que passamos juntos. A cada boa recordação, um sorriso. Afinal, estar em sua companhia, e com a Mi, era garantia de alegria e descontração.
Voltando à retrospectiva. Outras pessoas próximas se foram ao longo de ano, comprovando assim o que diz meu pai: “O que basta é estar vivo e com saúde, o resto, a gente vai levando.”. A cada perda, um aprendizado (o maior deles, obviamente, em março). Comecei a dar um valor maior ao “agora”, em detrimento do “amanhã”. Aproveitar a família e os amigos com maior afinco. Afinal, não sabemos o que nos espera amanhã.
Já de março até dezembro, prefiro resumir meu ano a uma palavra: Cursinho. Segunda casa? Moradia? Lugar ideal? Não sei. Só sei que foi na sala de estudos do cursinho que eu passei uma boa parte dos meus dias nesse ano. Em alguns momentos não estudei, confesso, mas tenho convicção de que fiz quase tudo que eu podia para passar no vestibular. Uma rotina de “pensionato-cursinho, cursinho-pensionato” levada a sério e com empenho, atrás daquilo que pretendo para meus próximos anos.
Falar que não houve momentos de alegrias neste ano seria mentira. As amizades que fiz trouxeram consigo inúmeras situações inusitadas e, principalmente, divertidas. Fosse zoando a porta de alguém e deixando os tradicionais “enigmas” ou relaxando com a “piazada” no vídeo game, boas risadas com a galera do pensionato não faltaram. Afinal, éramos irmãos de convivência. E tenho certeza que dentre eles sairão médicos, advogados e engenheiros competentes, além de grandes cidadãos. Orgulho-me disso. Afinal, a dedicação deles era exemplo pra mim.
2007 foi um ano de muita dedicação, um ano de alegrias e, principalmente, um ano de saudade.
Então, relevando todos os acontecimentos marcantes de 2007, torço para que o novo ano que se inicia traga saúde e paz para todos meus amigos e familiares. E, por favor, um pouco mais de sorte para mim...
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A todos, um bom 2008.
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O céu ganhou sua estrela mais bela no dia em que você se foi... Saudades de ti May.
O céu ganhou sua estrela mais bela no dia em que você se foi... Saudades de ti May.

